A violência contra as mulheres segue como desafio estrutural em Santa Catarina, mobilizando governo, forças de segurança e sociedade em 2025 para enfrentar o problema a partir da mudança de comportamento masculino. A iniciativa Catarinas por Elas, liderada pelo governador Jorginho Mello, ocorreu no Estado com foco em servidores públicos e na prevenção, diante de milhares de medidas protetivas registradas. A estratégia busca reduzir casos de agressão e feminicídio por meio de campanhas, acompanhamento policial e engajamento direto dos homens.

Violência contra as mulheres e mudança de comportamento masculino
A violência contra as mulheres aparece nas estatísticas como fenômeno majoritariamente praticado por homens, o que desloca o debate para padrões culturais e responsabilidade individual. Dados oficiais indicam que 94,5% das vítimas são mulheres e 88% dos autores identificados são homens.
A campanha propõe que o enfrentamento deixe de ser tratado apenas como pauta feminina. A mensagem central convoca homens a rever atitudes, romper o silêncio e agir diante de sinais de agressão doméstica.
Mobilização institucional em Santa Catarina
O programa Catarinas por Elas ganhou nova etapa com ato realizado pelo governo estadual, reunindo mais de mil servidores. A proposta foi iniciar a transformação dentro da própria estrutura pública, estimulando lideranças a influenciar suas comunidades.
Entre 2022 e 2025, os registros de feminicídio em Santa Catarina caíram de 57 para 52 casos. Mesmo com a redução, o volume de 31.655 medidas protetivas solicitadas em 2025 mantém o tema sob alerta permanente.
Dados oficiais e impacto das medidas protetivas
As medidas protetivas de urgência funcionam como instrumento legal para interromper ciclos de violência doméstica. O alto número de solicitações revela que mulheres continuam buscando proteção do Estado.
Segundo a Polícia Militar, mais de 100 mil mulheres já foram atendidas pelo programa sem registro de feminicídio entre as acompanhadas. O dado reforça a relevância de monitoramento contínuo, integração entre órgãos e resposta rápida às denúncias.
Engajamento masculino e responsabilidade social
A participação do lutador Fabrício Werdum no ato público ampliou o alcance da mensagem ao público masculino. A fala reforçou que omissão sustenta o ciclo de agressões e que posicionamento ativo pode salvar vidas.
A mobilização aposta na educação preventiva, na denúncia e na vigilância comunitária como caminhos para alterar padrões históricos. A discussão passa a tratar masculinidade, poder e respeito como temas centrais na agenda de segurança pública.
- Foco da campanha recai sobre mudança de comportamento masculino
- 94,5% das vítimas são mulheres e 88% dos autores são homens
- Feminicídios caíram de 57 para 52 casos entre 2022 e 2025
- 31.655 medidas protetivas foram solicitadas em 2025
- Mais de 100 mil mulheres atendidas pelo programa sem registro de feminicídio entre acompanhadas


