A rejeição ao STF chegou ao pior nível já registrado no Brasil, segundo levantamentos nacionais de março de 2026. Pesquisas independentes apontam que a maioria dos brasileiros desconfia da corte, num cenário agravado pelo escândalo do Banco Master e por suspeitas de interferência política nos julgamentos.

Rejeição ao STF Supera 60% pela Primeira Vez
Uma pesquisa da Atlas em parceria com o Estadão revelou que 60% dos brasileiros não confiam no STF, contra apenas 34% que confiam. Em janeiro de 2023, essa relação era praticamente inversa — 44% desconfiavam e 45% confiavam. A curva não oscilou: ela colapsou.
O Que os Brasileiros Pensam dos Ministros
O desgaste deixou de ser difuso e passou a recair sobre nomes. Dias Toffoli concentra 81% de imagem negativa e apenas 9% positiva. Gilmar Mendes registra 67% de rejeição, Alexandre de Moraes 59% e Flávio Dino 58%. A única exceção é André Mendonça, com 44% de aprovação contra 37% de rejeição — perfil técnico que se destacou ao assumir a relatoria do caso Banco Master.
O Banco Master Mudou o Eixo da Crise
Antes, as críticas ao Supremo giravam em torno de decisões controvertidas e ativismo judicial. Com o escândalo do Banco Master, a suspeita migrou para as relações pessoais dos ministros. Para 76,9% dos entrevistados, há muita influência externa no julgamento do caso. Apenas 6,1% acreditam que o processo corre de forma estritamente técnica.
Uma Crise que o Paraná Pesquisas Também Confirma
Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, feito entre 25 e 28 de março com 2.080 eleitores em 26 estados e no Distrito Federal, mostrou que 42,3% dos brasileiros classificam o trabalho do STF como “ruim ou péssimo”. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com 95% de confiança.
O Que os Números Dizem Sobre a Legitimidade da Corte
Quando perguntados se os ministros demonstram competência e imparcialidade, 59,5% responderam que não. Na avaliação por área, 58% reprovam o desempenho do tribunal na imparcialidade entre rivais políticos e 52% o reprovam até na defesa da democracia — bandeira que o próprio STF adotou como identidade institucional nos últimos anos.


