A Região Metropolitana de Florianópolis inicia um planejamento voltado à biodiversidade, envolvendo setor público, privado e academia, a partir de encontros presenciais na próxima semana, em Santa Catarina, com foco em políticas ambientais, segurança hídrica e desenvolvimento sustentável por meio de estratégias técnicas e participação social.

Planejamento regional e biodiversidade em foco
O planejamento regional ganha destaque com a criação da Estratégia e Plano de Ação para a Biodiversidade (EPAB), voltada à proteção de ecossistemas e espécies locais. A iniciativa reúne nove municípios inseridos na Mata Atlântica, território que concentra manguezais, restingas, dunas e lagoas sob pressão urbana. O encontro inicial ocorre na sede da Granfpolis, com debates sobre desafios ambientais e caminhos possíveis.
Construção coletiva e participação social
O processo de elaboração prevê diagnóstico técnico, análise jurídico-institucional e engajamento de diferentes setores. Universidades, organizações civis e gestores públicos participam da construção das diretrizes, com encontros presenciais e consulta pública posterior. Esse formato busca dar legitimidade às decisões e ampliar a aplicação prática das medidas propostas.

Impactos esperados para a região
A implementação do plano pode influenciar a gestão de recursos naturais e ampliar benefícios sociais ligados à natureza. Segurança alimentar e hídrica, recuperação de áreas degradadas e estímulo à economia da sociobiodiversidade aparecem como efeitos esperados. O planejamento se conecta a um cenário global de eventos climáticos extremos e perda de biodiversidade, exigindo respostas estruturadas.
O projeto integra o CITinova II, coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, com execução de organismos nacionais e internacionais. A proposta inclui investimento em soluções urbanas e integração entre políticas públicas e inovação tecnológica. Informações adicionais podem ser acessadas em citinova.mcti.gov.br.


