O Parque da Luz, no Centro de Florianópolis, vai passar por uma revitalização viabilizada pelo Plano Diretor da cidade, com execução de obras a cargo da Dimas Construções, entrega prevista para o fim deste ano e recursos originados de medida compensatória de Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV).

Parque da Luz receberá revitalização com apoio do Plano Diretor
A revitalização do Parque da Luz tem origem em um instrumento pouco comentado fora do universo do urbanismo, o EIV, que obriga empreendimentos de maior porte a compensar impactos gerados na região onde se instalam. Foi assim que um projeto da Dimas Construções, no Centro, se transformou em investimento direto num dos espaços verdes mais conhecidos da Capital. A negociação envolveu a Associação de Moradores, responsável histórica pela criação e manutenção do parque, e foi formalizada por Termo de Compromisso junto ao IPUF.
Novos acessos e estrutura de lazer
O masterplan entregue à Prefeitura prevê novos acessos pela Rua Felipe Schmidt, rampa e calçadas acessíveis, pensadas para melhorar a circulação de quem já frequenta o local. Está prevista ainda uma área infantil de 531 m², bicicletário e instalação de piso esportivo. O parque segue aberto ao público durante toda a execução das obras.
Mobiliário urbano e iluminação
Entre os itens do projeto estão brinquedos inclusivos, bancos, mesas de piquenique, bebedouros e espreguiçadeiras, além de equipamentos esportivos como traves de futebol e mesas de ping-pong em concreto. A Prefeitura iniciou, de forma paralela, a implantação de nova iluminação pública no entorno, um reforço pensado para ampliar a segurança e a permanência das pessoas no espaço mesmo à noite.
O papel do Estudo de Impacto de Vizinhança
O EIV avalia riscos que um empreendimento pode trazer para a região onde será construído e converte parte dessas medidas em obras ou serviços urbanos. Nesse caso, o mecanismo resultou em benfeitorias concretas para um espaço já consolidado pela comunidade há 27 anos. Para o prefeito Topázio Neto, a obra mostra o que a cidade consegue fazer quando une setor privado, poder público e moradores em torno de um mesmo objetivo. Já o secretário-adjunto de Planejamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano, Marcelo Bohrer, define o EIV como um instrumento capaz de transformar medida compensatória em retorno direto para quem cuida do espaço público.

