Os trabalhos de implantação do Parque Urbano e Marina Beira-Mar Norte tiveram início nesta quinta-feira (16), em Florianópolis, com a mobilização dos primeiros caminhões responsáveis pelo transporte de material para o enroncamento. A ação é conduzida pela Prefeitura de Florianópolis em parceria com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e execução da Construtora JL, com investimento privado da ordem de R$350 milhões. O objetivo é criar uma nova área de lazer e turismo náutico na orla da Baía Norte, sem custos ao poder público.

Marina Beira-Mar Norte movimenta caminhões e rochas
A primeira etapa da Marina Beira-Mar Norte concentra o despejo diário de cerca de 300 metros cúbicos de rocha, material que forma a base estrutural do futuro aterro. Os veículos entram pela região do Continente e retornam pelo Direto do Campo, próximo ao Koxixos. Essa rota foi definida para reduzir riscos e manter a fluidez do trânsito na região.
Nesta quinta-feira o bolsão de estacionamento ficou totalmente interditado, permitindo que os primeiros caminhões trabalhassem sem interferência de outros veículos. Nos dias seguintes, apenas um trecho menor da área permanecerá fechado, o que preserva parte da circulação local. A calçada de pedestres só será bloqueada durante o momento exato da passagem e manobra dos caminhões.

Estrutura da base e etapas seguintes da obra
A camada de pedra que sustenta o aterro terá altura semelhante à do trapiche já existente, próxima de 4,5 metros, respeitando as variações naturais de profundidade do mar. Depois de concluído o enroncamento, começa a dragagem de areia retirada do fundo marinho, etapa que compõe o restante do aterro. Uma cortina de contenção já foi instalada no espelho d’água para impedir que espuma e sedimentos se espalhem pela Baía Norte, garantindo controle ambiental durante toda a intervenção.
Parque Urbano e Marina Beira-Mar Norte gera empregos
O empreendimento ocupa uma área concedida de aproximadamente 440 mil metros quadrados, sendo 140 mil metros quadrados destinados ao parque urbano, dividido em três setores entre o Trapiche da Beira-Mar Norte e a unidade da CASAN. Um gradil de baixa altura cerca apenas os pontos de acesso de veículos e o espaço reservado a máquinas pesadas, como esteiras e caminhões.
A proposta inclui espaços públicos voltados a esporte, convivência e lazer, unidos à futura marina que deve impulsionar o turismo náutico na Capital. A expectativa é gerar mais de 2 mil empregos somente na primeira fase do projeto, reforçando o papel da obra como um dos maiores investimentos em revitalização urbana de Florianópolis.


