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Justiça obriga plano para Manguezal do Itacorubi

Uma liminar judicial estabelece novo prazo para Florianópolis regularizar a gestão do Manguezal do Itacorubi. O município tem 60 dias para publicar o plano de manejo da unidade de conservação criada em 2022. A Floram deve apresentar cronograma de implementação em 45 dias adicionais após a publicação do documento.

Justiça obriga plano para Manguezal do Itacorubi
Liminar determina que Florianópolis publique plano de manejo do Manguezal do Itacorubi em 60 dias. Parque sofre com ausência de fiscalização desde 2022.

Omissão municipal coloca Manguezal do Itacorubi em risco

O Parque Natural Municipal do Manguezal do Itacorubi existe oficialmente desde 2022. O Decreto Municipal 24.171 estabeleceu prazo de dois anos para o plano de manejo. Agosto de 2024 marcou o vencimento desse período sem qualquer providência municipal.

A ação civil pública foi movida pela 22ª Promotoria de Justiça da Capital. O Ministério Público de Santa Catarina argumenta que a demora causa prejuízos irreparáveis. Ecossistemas frágeis não toleram gestão improvisada ou ausente.

Problemas ambientais crescem sem planejamento adequado

A falta do plano de manejo gerou vácuo de gestão preocupante. Novas moradias aparecem em áreas que deveriam ser zonas de amortecimento. Esgotos domésticos chegam ao manguezal sem qualquer tratamento prévio.

Moradores utilizam veículos motorizados dentro dos limites da área protegida. Edificações irregulares permanecem sem providências das autoridades. Plantas invasoras competem com espécies nativas sem programas de controle.

Liminar paralisa autorizações até regularização da gestão

O magistrado determinou suspensão de novas concessões públicas na área. Pedidos de autorização para atividades econômicas ficam paralisados temporariamente. A medida busca evitar danos adicionais enquanto o planejamento não existe.

Estabelecimentos com autorização já concedida continuam funcionando regularmente. A decisão não afeta direitos adquiridos de comerciantes legalizados. Novos empreendimentos aguardarão definição do zoneamento ambiental.

Prazo adicional para cronograma de implementação

A publicação do plano de manejo não encerra as obrigações municipais. A Fundação Municipal do Meio Ambiente ganha 45 dias após a portaria. Esse tempo serve para estruturar plano de ação detalhado.

O cronograma deve especificar medidas de proteção com prazos definidos. Estratégias de fiscalização precisam constar com responsáveis identificados. A implementação efetiva depende de planejamento executável e mensurável.

Fiscalização permanente entra na lista de exigências

A sentença obriga designação de servidores municipais para vigilância local. Esses funcionários terão atribuições específicas de fiscalização ambiental. A presença regular de autoridades pode transformar o cenário atual de impunidade.

Relatos de moradores indicam abandono histórico da área. Infrações acontecem sem consequências para responsáveis. Fiscalização estruturada representa primeiro passo para reverter degradação em curso.

Instrumento técnico define futuro da área protegida

Planos de manejo estruturam gestão através de zoneamento criterioso. Cada zona recebe regras específicas conforme características ecológicas. Áreas de visitação pública ficam separadas de zonas intangíveis.

O documento prevê programas de monitoramento da fauna e flora. Ações de educação ambiental ganham diretrizes claras de execução. Pesquisas científicas encontram protocolos para acontecer sem impactos negativos.

Transparência na gestão fortalece participação cidadã

A ausência de planejamento afasta cidadãos interessados na causa ambiental. Não existem instâncias claras para contribuições da sociedade civil. Decisões acontecem de forma centralizada sem consulta adequada.

O Promotor Luiz Fernando Góes Ulysséa ressalta importância da transparência. Audiências públicas permitem debates sobre uso da área protegida. Conselhos gestores garantem representatividade de diferentes setores sociais.

Homenagem ao naturalista Fritz Müller integra identidade do parque

A redesignação da unidade de conservação ocorreu em 2022. O nome oficial celebra Fritz Müller no bicentenário de seu nascimento. O naturalista alemão radicado em Santa Catarina deixou legado científico importante.

A adequação ao SNUC expandiu dramaticamente a área protegida. O parque saltou para 212 hectares de extensão total. Áreas de preservação permanente no João Paulo foram incorporadas ao perímetro.

Proteção atual garante recursos para próximas gerações

O Ministério Público fundamenta a urgência na responsabilidade intergeracional. Recursos naturais preservados hoje beneficiam descendentes ainda não nascidos. Omissões presentes comprometem qualidade de vida futura.

Manguezais prestam serviços ecossistêmicos de valor inestimável. Funcionam como berçário natural de espécies com importância pesqueira. Atuam como barreira natural contra erosão costeira e tempestades.

Pontos principais do artigo:

  • Decisão judicial concede 60 dias para Florianópolis publicar plano de manejo do Manguezal do Itacorubi
  • Parque existe desde 2022 mas permanece sem instrumento básico de gestão previsto em lei
  • Degradação ambiental se intensifica com construções irregulares e lançamento de esgoto sem tratamento
  • Novas concessões e autorizações econômicas ficam suspensas até regularização da situação
  • Município deve apresentar cronograma detalhado de implementação em 45 dias após publicação
  • Designação de fiscais municipais com poderes de autuação se torna obrigatória
  • Plano de manejo estabelece zoneamento e diretrizes para uso sustentável dos recursos
  • Área protegida foi ampliada para 212 hectares com adequação ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação

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