A Prefeitura de Florianópolis publicou nesta sexta-feira, 28 de agosto, os editais que vão definir quem vai explorar quiosques, cadeiras e guarda-sóis nas praias da cidade na temporada 2026/2027. A disputa é conduzida pela Secretaria de Licitações, Contratos e Parcerias em conjunto com a Secretaria de Planejamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano, com documentação recebida pela internet até 22 de setembro e lances presenciais transmitidos ao vivo. A mudança busca dar mais segurança jurídica ao processo, evitando desistências e desclassificações que já ocorreram em temporadas anteriores.

O que muda na disputa por quiosques em 2026/2027
Quem acompanha o setor sabe que a exploração de quiosques nas praias catarinenses sempre envolveu um certo grau de incerteza processual. Neste ano, a Prefeitura decidiu inverter a ordem das etapas: antes, a documentação das empresas era conferida depois da disputa de lances. Agora, só quem estiver habilitado previamente pode avançar para dar lances. A secretária Katherine Schreiner explica que o objetivo é preservar o resultado da disputa e garantir condições iguais entre os concorrentes.
Caução e valores dos pontos nas praias
Cada empresa interessada precisará depositar uma caução equivalente a 1% do valor mínimo do ponto disputado. Os valores variam entre R$ 331,32 e R$ 814,51, dependendo do espaço. Quem cumprir as etapas do edital corretamente recebe o valor de volta em até 10 dias úteis. Desistências sem justificativa acionam as penalidades já previstas no próprio edital.
Transparência e lances presenciais transmitidos
A disputa não acontece mais só no papel: os lances serão feitos presencialmente, com identificação de representantes de cada empresa, e a sessão inteira vai ao ar pelo YouTube da Prefeitura, com gravação em áudio e vídeo. Depósitos de caução, pagamento de outorga e recebimentos relacionados à exploração do ponto precisam passar por contas bancárias da própria empresa vencedora. Essa exigência dificulta manobras e facilita rastrear quem responde por cada ponto.
Ordenamento das praias e experiência de quem frequenta o espaço
Para Ivanna Tomasi, secretária de Planejamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano, o processo tem um efeito direto sobre a qualidade dos serviços oferecidos nas praias. A ideia é que a ocupação de cada trecho da orla respeite a dinâmica local, sem sobrecarregar espaços públicos. Moradores e turistas devem sentir a diferença na organização dos pontos durante o verão. A documentação pode ser enviada pelo site wbc.pmf.sc.gov.br.

