A DIBEA orienta tutores e comunidade sobre medidas essenciais para proteger animais domésticos e de rua durante o verão em São José. A Diretoria de Bem-Estar Animal, vinculada à Fundação Municipal do Meio Ambiente, divulgou recomendações técnicas para prevenir problemas de saúde causados pelas altas temperaturas. As orientações abrangem hidratação, horários de passeio, alimentação e identificação de sinais de emergência veterinária no período mais quente do ano.

DIBEA orienta prevenção contra hipertermia em animais
O calor extremo representa ameaça real ao organismo dos animais. A diretora Kellen Cristina Silva explica que as altas temperaturas comprometem mecanismos naturais de regulação térmica dos pets. Desidratação, exaustão e hipertermia configuram quadros que podem evoluir rapidamente para situações críticas.
Animais em situação de rua enfrentam riscos ampliados pela ausência de recursos básicos. A falta de acesso a água potável e abrigos sombreados intensifica a vulnerabilidade desses bichos. Mesmo animais domésticos sofrem quando expostos a ambientes inadequados como veículos estacionados.
Sinais de emergência exigem ação imediata
Tutores precisam reconhecer sintomas que indicam superaquecimento nos pets. Respiração acelerada, alteração na coloração da língua e salivação abundante sinalizam problemas. Fraqueza muscular, vômitos, diarreia e tremores também indicam comprometimento do estado geral do animal.
A hipertermia configura emergência veterinária que demanda intervenção profissional urgente. Convulsões e desmaios representam estágios avançados dessa condição grave. Qualquer suspeita deve motivar deslocamento imediato para atendimento especializado.
Hidratação adequada protege saúde dos bichos
Água limpa e fresca deve estar disponível continuamente durante todo o dia. Os recipientes precisam ficar posicionados em áreas protegidas da incidência solar direta. A troca frequente do líquido garante qualidade e temperatura agradável para consumo.
O superintendente Rubens Pereira Júnior destaca o papel da solidariedade comunitária. Disponibilizar água para animais de rua constitui gesto simples com impacto significativo. Essa atitude demonstra compromisso com o bem-estar coletivo e pode prevenir mortes.
Horários estratégicos reduzem riscos nos passeios
Caminhadas devem acontecer antes das 9h ou depois das 18h. Esses períodos apresentam temperaturas mais amenas e superfícies menos aquecidas. Um teste prático ajuda a avaliar condições do piso: se não é possível manter a mão ou pé descalço no chão por cinco segundos, a superfície está excessivamente quente.
Áreas gramadas e sombreadas oferecem trajetos mais seguros para os passeios. Levar água durante o percurso previne desidratação durante o exercício. Pavimentos como asfalto e concreto podem causar queimaduras graves nas almofadinhas das patas.
Grupos vulneráveis demandam atenção especial
Animais idosos, filhotes e raças braquicefálicas necessitam cuidados intensificados. Pugs, bulldogs, shih-tzus e persas apresentam dificuldade natural para regular temperatura corporal. A conformação anatômica do focinho curto compromete a capacidade de resfriamento do organismo.
Esses grupos devem evitar exposição solar prolongada e atividades físicas vigorosas. Ambientes bem ventilados ajudam a manter condições térmicas adequadas. A observação constante permite identificar precocemente qualquer alteração no comportamento.
Alimentação requer cuidados específicos no calor
Ração exposta por períodos longos favorece desenvolvimento de fungos e bactérias. O alimento deve permanecer armazenado em local seco, fresco e ventilado. Respeitar prazos de validade garante qualidade nutricional e previne intoxicações.
Alimentos comuns em festividades representam perigo para os pets. Chocolate, uvas, passas, cebola, alho, ossos cozidos e bebidas alcoólicas podem causar intoxicações severas. Doces e carnes gordurosas provocam pancreatite e outras complicações potencialmente fatais.
Pontos essenciais para proteção animal no verão:
- Manter água limpa, fresca e abundante disponível em locais sombreados durante todo o dia
- Reconhecer sinais de hipertermia como respiração ofegante, língua alterada, salivação excessiva e fraqueza
- Realizar passeios antes das 9h ou após as 18h, priorizando áreas gramadas e sombreadas
- Intensificar cuidados com idosos, filhotes e raças braquicefálicas que têm dificuldade de regular temperatura
- Armazenar ração adequadamente e evitar alimentos tóxicos como chocolate, uvas, cebola e alho
- Oferecer água fresca para animais de rua como gesto de solidariedade comunitária
- Procurar atendimento veterinário imediato ao identificar sintomas de superaquecimento


