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18/05/2026

Combate ao abuso sexual infantil: Palhoça age em maio

A Prefeitura de Palhoça, por meio da Comissão Intersetorial do Trabalho Infantil, promove ações de conscientização sobre o combate ao abuso sexual de crianças e adolescentes nos dias 18, 20 e 22 de maio, em pontos estratégicos da cidade, para alertar a população sobre uma violência que, segundo a Fundação ABRINQ, gerou mais de 59 mil notificações no Brasil em 2025.

Combate ao abuso sexual infantil: Palhoça age em maio
Palhoça reforça o combate ao abuso sexual infantil em maio com ações de conscientização. Saiba como denunciar e proteger crianças e adolescentes.

Combate ao abuso sexual: o que os números revelam

O combate ao abuso sexual infantil no Brasil enfrenta uma realidade alarmante: nos últimos 11 anos, o país acumulou mais de 422 mil registros de violência sexual contra crianças e adolescentes, conforme dados da Fundação ABRINQ. Esse volume não representa apenas estatística — cada número esconde uma história de trauma, silêncio e omissão. O que torna o cenário ainda mais grave é que boa parte dos casos sequer chega ao conhecimento das autoridades.

Quando o perigo vem de dentro de casa

Ao contrário do que o senso comum pode sugerir, o agressor raramente é um desconhecido. A violência sexual tende a ocorrer dentro do círculo de confiança da criança — família, amigos próximos, figuras de autoridade. Esse vínculo cria uma barreira invisível que dificulta a denúncia e prolonga o sofrimento. Mudanças de comportamento, medo sem explicação aparente, isolamento e tristeza persistente são sinais que merecem atenção imediata de adultos responsáveis.

As sequelas que a infância carrega para a vida adulta

O abuso sexual na infância deixa marcas que vão muito além do momento da violência. Transtornos de ansiedade, depressão, dificuldades de relacionamento e até comportamentos autodestrutivos são sequelas documentadas por especialistas em saúde mental e amplamente reconhecidas pela literatura médica. A ausência de acolhimento precoce agrava o quadro — crianças que não recebem suporte terapêutico adequado têm maior risco de carregar esses impactos até a vida adulta. O silêncio, nesse contexto, não protege: ele aprofunda a ferida.

Como denunciar e onde buscar ajuda em Palhoça

A denúncia não exige certeza absoluta — a suspeita já é razão suficiente para agir. Em Palhoça, é possível acionar o Disque 100, canal gratuito e anônimo disponível em todo o território nacional. Localmente, os Conselhos Tutelares atendem diretamente a população:

Conselho Tutelar Proteção: (48) 3220-0402 Conselho Tutelar Semear: (48) 3220-0428 Telefone de Plantão: (48) 98818-8590

Proteger crianças não é tarefa exclusiva do Estado — é um compromisso de toda a sociedade.

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