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CASAN moderniza tratamento de esgoto na ETE Insular

A Companhia Catarinense de Águas e Saneamento acelera a modernização da Estação de Tratamento de Esgoto Insular, prevista para conclusão até dezembro. A obra amplia a capacidade de tratamento da estação e reforça a cobertura da rede de esgoto da Capital. A região central da Ilha e bairros como Trindade, Costeira e Saco dos Limões passam a contar com sistema mais eficiente e sustentável.

A substituição do antigo sistema de lodos ativados pela tecnologia MBBR marca uma mudança estrutural. O novo modelo, aliado ao tratamento terciário, trará ganhos ambientais e operacionais. A obra recebe R$ 245 milhões com financiamento da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA).

Tecnologia em saneamento e o uso do biofilme móvel

A escolha do reator biológico de biofilme de leito móvel segue tendência internacional em busca de soluções sustentáveis e eficazes. Esse sistema otimiza o espaço interno da estação e adapta-se melhor às oscilações de carga e vazão, características típicas de cidades turísticas. A estação passa a operar com maior controle sobre os resíduos tratados.

CASAN moderniza tratamento de esgoto na ETE Insular
CASAN amplia ETE Insular em Florianópolis com nova tecnologia e maior capacidade de depuração

O tratamento passa a ser considerado avançado, com a inclusão da desinfecção por cloro gás e remoção seletiva de compostos como nitrogênio e fósforo. Estudos técnicos apontam que essa remoção reduz significativamente os riscos de proliferação de algas nocivas em corpos hídricos. A eficiência do sistema favorece a recuperação ambiental das áreas receptoras do efluente.

Expansão da rede e cobertura da Bacia do Itacorubi

Com a nova ETE Insular, a CASAN consegue conectar de forma integral os bairros já com rede instalada, como a Bacia do Itacorubi. Isso inclui localidades densamente povoadas e próximas a áreas sensíveis, como zonas de preservação ambiental e manguezais. A cobertura do sistema passa a incluir mais de 225 mil moradores da Ilha de Santa Catarina.

A vazão do sistema, que atinge até 612 litros por segundo, permite a absorção de demanda mesmo em picos sazonais. A obra alinha-se aos planos de crescimento ordenado da cidade, com foco em infraestrutura resiliente. A população residente e flutuante passa a dispor de esgoto tratado com padrão técnico elevado.

Impactos operacionais e ambientais do novo sistema

O novo arranjo operacional da estação promove redução de ruídos, emissão de gases e de odores. Essa mudança responde a críticas históricas da população vizinha, que sofre há décadas com incômodos causados pelo tratamento tradicional. A automação parcial do sistema trará também maior controle sobre falhas operacionais.

A eficiência energética projetada pela CASAN prevê até 30% de economia no consumo da estação, de acordo com parâmetros de testes anteriores em estações semelhantes. Isso alinha o investimento aos objetivos de sustentabilidade energética, em consonância com metas de redução de emissões assumidas em acordos climáticos.

  • Sistema MBBR melhora tratamento e reduz consumo elétrico
  • Remoção de nutrientes evita poluição de corpos d’água
  • Estação atenderá mais de 225 mil moradores
  • Capacidade ampliada para 612 L/s
  • Investimento de R$ 245 milhões com apoio da JICA

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