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21/07/2026

Bicicletas compartilhadas crescem em Florianópolis em 2026

As bicicletas compartilhadas somaram mais de 24 mil usuários ativos em Florianópolis entre janeiro e junho de 2026, segundo dados da Secretaria Executiva de Operações de Mobilidade da Prefeitura. O avanço aparece justamente nos meses em que a cidade recebe menos turistas, o que reforça o papel do modal no deslocamento diário de quem mora na Capital. A distância média percorrida em cada viagem chegou a 8,77 km, valor típico de trajetos urbanos de médio porte.

Bicicletas compartilhadas somam mais de 24 mil usuários em Florianópolis no primeiro semestre de 2026, com média de 8,77 km por viagem.
Bicicletas compartilhadas somam mais de 24 mil usuários em Florianópolis no primeiro semestre de 2026, com média de 8,77 km por viagem.

Bicicletas compartilhadas ganham espaço no cotidiano da Capital

Quem pedala pelas ruas de Florianópolis encontra na bicicleta uma forma barata de encurtar percursos que, de carro, exigiriam parar em busca de vaga e enfrentar trânsito. O secretário de Operações de Mobilidade, Moacir da Silva, observa que um trajeto de 30 minutos de automóvel pode ser mais rápido sobre duas rodas, já que o ciclista evita o tempo gasto com estacionamento. Maio foi o mês de maior movimento, com 9.269 ciclistas cadastrados, quase o triplo do registrado em abril, quando 3.270 pessoas usaram o serviço.

Diferença de uso entre bicicletas e patinetes elétricos

Os patinetes elétricos seguem uma lógica distinta, ligada à temporada turística. Fevereiro concentrou o pico de cadastros, com 51.119 usuários, número que caiu para pouco mais de 8 mil em junho, já fora do verão. As viagens acompanham essa curva: de 351.784 em janeiro, o total recuou para 60.198 no último mês do semestre, mostrando como o equipamento depende do fluxo de visitantes.

Números que revelam a consolidação da micromobilidade

A distância média percorrida separa claramente os dois modais. Os patinetes, limitados a 20 km/h como as bicicletas, somaram 1,76 km por viagem, uso compatível com deslocamentos curtos entre pontos turísticos. As bicicletas mantiveram uma procura mais estável ao longo dos seis meses, com registros mensais entre 19.872 e 26.777 viagens.

Para Moacir da Silva, a micromobilidade reduz a dependência do automóvel e amplia as alternativas de locomoção na cidade. O secretário destaca que a rotina de quem vive em Florianópolis molda esse uso constante, diferente do padrão sazonal observado nos patinetes elétricos. O comportamento reforça a bicicleta como opção de transporte fixa no planejamento urbano da Capital.

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