O aumento de acidentes envolvendo saguis e quatis mobiliza autoridades de saúde em Florianópolis durante a temporada de verão, afetando moradores e turistas, em áreas urbanas e de mata, por riscos sanitários ligados à raiva, com atendimento imediato no SUS e custo público associado.

Aumento de acidentes e o cenário atual na Capital
O aumento de acidentes com animais silvestres foi registrado pela Vigilância Epidemiológica da capital catarinense. Os dados oficiais indicam 84 ocorrências com saguis e 15 com quatis em 2025, número superior ao observado no mesmo período do ano anterior.
Esse crescimento acompanha o fluxo turístico intenso e a maior circulação de pessoas em áreas naturais. A presença humana constante tende a ampliar situações de contato direto com a fauna.
Onde ocorrem os acidentes com saguis e quatis
Os quatis aparecem em diferentes pontos de Florianópolis e têm forte concentração na Ilha do Campeche. A introdução humana da espécie nesse território alterou o equilíbrio ecológico local.
Os saguis circulam por toda a Ilha e são considerados invasores em áreas de mata e zonas urbanas. A adaptação rápida ao ambiente urbano facilita encontros próximos com pessoas.
Comportamentos humanos associados ao risco
A Vigilância Epidemiológica relaciona o aumento de acidentes à tentativa de alimentar ou tocar os animais. Fotografias feitas a curta distância ampliam a chance de mordidas e arranhões.
Mesmo com sinalizações e ações educativas, parte da população ignora as orientações. A percepção equivocada de docilidade contribui para decisões arriscadas.
Riscos sanitários e a possibilidade de raiva
Qualquer mordida ou arranhadura de animal silvestre é classificada como situação de risco. A raiva é uma doença grave, com evolução fatal quando não tratada.
A diretora da Vigilância em Saúde da Capital, Lani Martinello, reforça que a imprevisibilidade do comportamento animal exige cautela permanente. O alerta segue válido mesmo quando o ferimento parece leve.
Atendimento de saúde após um acidente
Em caso de acidente, a orientação oficial indica buscar uma unidade de saúde sem demora. O protocolo prevê quatro doses da vacina antirrábica aplicadas ao longo de 14 dias.
O atendimento inclui soro ou imunoglobulina no local da lesão. Profissionais avaliam a situação vacinal contra tétano e febre amarela durante o acolhimento.

Impactos ambientais da alimentação inadequada
A oferta de alimentos altera o comportamento dos grupos de saguis e quatis. A bióloga Priscilla Tamioso, da Fundação Municipal do Meio Ambiente, aponta aumento de interações conflituosas.
Biscoitos, restos de lanche e produtos industrializados geram doenças e dependência alimentar. Esse padrão compromete a saúde dos animais e a dinâmica da fauna local.
Orientações práticas para prevenção de acidentes
Autoridades recomendam distância mínima de cinco metros em qualquer interação. Alimentos devem permanecer em recipientes fechados durante trilhas e passeios.
O descarte correto de resíduos reduz a atração de animais. Crianças exigem supervisão constante, pois a curiosidade tende a aproximá-las da fauna.
- Dados oficiais indicam aumento de acidentes com saguis e quatis durante o verão
- Aproximação, alimentação e fotos elevam o risco de mordidas e arranhões
- Todo acidente é considerado situação de risco para raiva
- Atendimento imediato inclui vacina antirrábica e avaliação vacinal
- Alimentação inadequada prejudica a fauna e amplia conflitos
- Distância mínima e gestão correta de resíduos reduzem ocorrências


