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03/10/2026

Biguaçu assina contrato para iniciar dragagem e desassoreamento do rio

Início da dragagem e desassoreamento do rio Biguaçu

A Prefeitura de Biguaçu assinou, na noite desta sexta-feira (2 de outubro), o contrato da primeira etapa dos Molhes do Rio Biguaçu, no Ginásio Sérgio Murilo Martins, no bairro Deltaville. A obra de dragagem e desassoreamento do rio soma R$ 18,39 milhões, cobre cerca de 7 quilômetros e deve levar 14 meses, com uma draga de grande porte, para reduzir os impactos das chuvas.

Biguaçu assinou o contrato da primeira etapa dos Molhes do Rio, com dragagem e desassoreamento do rio por 7 km e prazo de 14 meses.
Biguaçu assinou o contrato da primeira etapa dos Molhes do Rio, com dragagem e desassoreamento do rio por 7 km e prazo de 14 meses.

O projeto foi revisado e atualizado em 2024, com estudos técnicos, análises laboratoriais, levantamentos batimétricos e sondagens. Depois dessa revisão, as intervenções ficaram organizadas em três etapas, com investimento estimado em R$ 91.711.382,87 para o conjunto.

Dos R$ 18,39 milhões desta fase, R$ 10 milhões vêm de convênio com o Governo do Estado, e o restante sai de recursos próprios do município. A Ábaco Urbanizadora contribuiu com a contratação do projeto técnico dos molhes, no valor de R$ 800 mil, doado à Prefeitura e protocolado em 1º de abril de 2025.

O momento chama atenção porque a Epagri/Ciram informa que o El Niño já está configurado e prevê chuva acima da média nos próximos meses. A obra começa justamente no início da primavera, época em que as equipes de monitoramento seguem atentas em Santa Catarina.

Alexandre fala em obra para os 100 mil habitantes

O prefeito Alexandre Martins de Souza classificou como histórico o início da dragagem e desassoreamento do rio e disse que a obra beneficia a cidade inteira. “É um momento histórico para Biguaçu, é um marco para a nossa gestão”, afirmou.

Segundo ele, a draga tem porte semelhante ao das usadas em grandes obras, como as de Balneário Camboriú. “Agora iniciamos uma operação em uma escala maior”, disse, ao lembrar que o rio já recebia ações de manutenção preventiva.

Na etapa seguinte, de acordo com o prefeito, virão os molhes, com projeto pronto e conversas em andamento no Governo do Estado e em Brasília. “É um sonho que nós vamos realizar”, declarou, ao estimar que a obra completa passe de R$ 100 milhões.

Alexandre agradeceu ao governador Jorginho Mello pelo primeiro recurso e lembrou que a ideia dos molhes vem das gestões de Salmir e Castelo. Contou ainda que o governador foi anunciado em Biguaçu trinta minutos depois de um telefonema ao ajudante de ordens.

Para o prefeito, o rio ganha um olhar novo. “Vai se tornar muito mais navegável”, disse, ao falar das águas de Antônio Carlos, que passam a ter destino rápido até o oceano.

Prefeito Alexandre Martins de Souza destaca a dragagem e desassoreamento do rio Biguaçu como obra histórica que beneficia os 100 mil moradores.

João Luiz vê Biguaçu de frente para o mar

O presidente da Câmara, vereador João Luiz Luz, diz acompanhar o projeto desde 2008, quando ele já era uma bandeira. “É uma grande conquista para Biguaçu”, afirmou.

Segundo ele, cerca de dois anos e meio atrás, depois de uma enchente, uma reunião com o então prefeito Salmir e a Ábaco buscou modernizar o projeto de dragagem e desassoreamento do rio, que era quase inexequível pelo custo. “Sugeri que fizessem um projeto e doassem para o município”, contou.

Com o projeto em mãos, o grupo procurou os governos estadual e federal. João Luiz destacou a sensibilidade de Jorginho Mello, que chamou de “o governador mais municipalista que eu já vi”.

O vereador explicou que a dragagem, sozinha, tem duração prevista de cerca de 5 anos, e com os molhes a vida útil chega a 20 anos. “Temos um prazo curto para conseguir o restante dos recursos”, disse.

Relator do plano diretor, ele projeta uma cidade virada para o rio, com turismo náutico planejado e espaço para marinas e estaleiros. “Biguaçu vai ser o grande polo náutico da Grande Florianópolis”, declarou.

Marcondes detalha cronograma e chegada da draga

O presidente da FAMABI, Marcondes Rodrigues Borba, fez um recorte histórico: em setembro de 2022, o então prefeito Salmir pediu que ele fosse atrás do projeto dos molhes. Já existia “um projeto de 2013”, contou, mas a análise técnica mostrou que ele não comportava a capacidade do rio.

Segundo ele, a ordem de serviço deve ser assinada ainda nesta semana, e em três dias úteis a empresa começa a trazer os canos do recalque. A obra de dragagem e desassoreamento do rio segue de jusante para montante, começando pelo delta assoreado. “Vamos fazer o calado do canal de dragagem”, explicou.

Marcondes disse que a draga pode ter 24 polegadas e que a vencedora da licitação já atuou no Porto da Paraíba e no engordamento da praia de Balneário Camboriú. Os R$ 10 milhões do Estado chegam depois de 2 de novembro, e a ordem de serviço sai antes, com recursos próprios.

O que vem depois da dragagem

Depois da dragagem e desassoreamento do rio, a segunda etapa prevê a implantação dos molhes nas barras Norte e Sul, para organizar a saída do rio em direção ao mar. A terceira urbaniza o entorno, com dársena, trapiches, rampa para embarcações, ciclovia, áreas verdes e decks.

A execução integra o programa Biguaçu Cidade que Avança, lançado em março de 2026. Os sedimentos retirados passarão por estruturas de separação da água e seguirão para locais definidos, conforme as exigências ambientais, e o fundo do rio será medido antes e depois dos trabalhos. As áreas de apoio serão recuperadas ao fim da obra.

Destaques

Tema Informação
Contrato Contrato da primeira etapa dos Molhes do Rio Biguaçu foi assinado em 2 de outubro
Dragagem Dragagem cobre cerca de 7 quilômetros do rio
Investimento Investimento da fase inicial é de R$ 18,39 milhões
Governo do Estado Governo do Estado entra com R$ 10 milhões via convênio
Prazo Prazo previsto para conclusão é de 14 meses
Projeto técnico Ábaco Urbanizadora doou projeto técnico de R$ 800 mil
Medição Fundo do rio será medido antes e depois dos trabalhos
Segunda etapa Segunda etapa prevê molhes nas barras Norte e Sul
Obras de dragagem e construção dos molhes no Rio Biguaçu.

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