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04/08/2026

Rede de coleta de resíduos sólidos ganha reforço em Floripa

A Prefeitura de Florianópolis amplia a rede de coleta de resíduos sólidos em toda a capital, através da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, com previsão de chuvas acima da média provocada pelo El Niño. A iniciativa segue durante todo o ano e ganha reforço nas orientações à população neste período mais chuvoso. O objetivo é evitar que o descarte fora de hora agrave alagamentos na cidade.

Floripa reforça a rede de coleta de resíduos sólidos durante o período chuvoso do El Niño, com orientações para descarte correto em cada bairro.
Floripa reforça a rede de coleta de resíduos sólidos durante o período chuvoso do El Niño, com orientações para descarte correto em cada bairro.

Rede de coleta de resíduos sólidos evita alagamentos

Manter o material fora da calçada em dias sem coleta parece um detalhe pequeno, mas evita boa parte dos transtornos causados pela chuva forte. O secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Luís Felipe Kronbauer, afirma que a Prefeitura já estruturou uma modalidade de coleta para cada tipo de resíduo produzido na capital. Segundo ele, não existe material sem destino correto em Florianópolis, mas a rede só funciona bem quando a população respeita os horários combinados.

Quem joga o lixo na rua fora de hora corre o risco de ver aquele saco arrastado até uma boca de lobo. O gerente da Coleta Convencional, Darci Fortes, reforça que o resíduo exposto durante o temporal obstrui a drenagem e deixa o trabalho dos garis mais arriscado. Guardar o lixo em casa por algumas horas a mais, segundo ele, já reduz boa parte desse risco.

Como funciona a coleta convencional e seletiva em cada bairro

A coleta convencional passa de porta em porta seguindo o roteiro definido para cada região da cidade. Papel, plástico, metal e embalagens limpas seguem outro caminho: vão para a seletiva de recicláveis secos, com dias próprios por bairro. Os horários de cada roteiro, tanto da convencional quanto da seletiva, estão disponíveis no site da Prefeitura, em bit.ly/rotascoleta.

Restos de poda, grama, folhas e troncos têm rota semanal exclusiva, a seletiva de verdes, com calendário próprio em bit.ly/coletaverdes. Esse material precisa ficar na frente do terreno em sacos transparentes ou de ráfia, nunca em sacolas plásticas comuns. Depois de recolhido, vira cobertura para leiras de compostagem e cepilho usado em hortas, jardins e áreas verdes públicas.

Pontos de entrega voluntária e ecopontos completam a estrutura

Vidro pede tratamento à parte dos demais recicláveis e segue para a seletiva flex, também de porta em porta nos roteiros já atendidos, ou pode ser deixado nos PEVs listados em bit.ly/pevsfloripa. Quem mora fora dessas rotas pode levar o vidro a um dos mais de 300 Pontos de Entrega Voluntária instalados pela cidade. Resíduos que não entram na coleta domiciliar comum têm outro destino: os nove ecopontos espalhados pela capital, com endereços disponíveis em bit.ly/ecopontosfloripa.

Móveis velhos, eletrodomésticos, pneus, madeiras e entulho de obra ensacado em pequena quantidade seguem outro fluxo. A Prefeitura oferece retirada gratuita desses volumosos mediante agendamento pelo WhatsApp (48) 3216-0202, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Basta deixar o material na calçada no dia marcado com a equipe.

Descarte irregular gera risco ambiental e prejuízo coletivo

Terreno baldio ou área pública viram destino errado para muito resíduo que deveria seguir outro caminho, e isso tem preço alto. Água parada nesses pontos atrai vetores de doença e piora o cenário de alagamento em dias de temporal. Existe sanção prevista em lei, e o descarte incorreto é enquadrado como crime ambiental.

O subsecretário de Resíduos Sólidos, Ulisses Bianchini, lembra que cada tipo de material tem um caminho pensado para reduzir impacto ambiental e proteger a cidade. Quando esse fluxo é ignorado, o resíduo volta para rua, rio e sistema de drenagem. Florianópolis carrega o título de capital Lixo Zero e a manutenção desse selo depende diretamente da forma como moradores e comércios lidam com o próprio lixo.

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