A Prefeitura de Florianópolis publicou nesta terça-feira (28) o edital que prevê a concessão por 35 anos do CentroSul, em parceria com a B3, com outorga inicial mínima de R$ 16,5 milhões e proposta de modernizar o principal espaço de eventos da Capital.

O que muda com a concessão por 35 anos do CentroSul
O documento é a Concorrência Presencial nº 90287/SMLCP/SULIC/2026 e trata da gestão, operação e exploração comercial do Centro de Convenções de Florianópolis. Quem vencer a disputa assume o espaço por três décadas e meia, um prazo que dá fôlego para planejar reformas de peso sem depender só de recursos públicos. O valor mínimo de lance ficou em R$ 16.500.000,00, somado a uma outorga fixa anual de R$ 250 mil, corrigida pelo IPCA, que soma R$ 8.750.000,00 ao fim do contrato.
A localização do complexo, na Avenida Governador Gustavo Richard, nº 850, no Centro da cidade, facilita o acesso de quem vem de fora para congressos e feiras. Nos seis primeiros anos de contrato, a empresa vencedora terá que investir na galeria de serviços e no estacionamento, itens que hoje limitam a competitividade do espaço frente a outras capitais.
Como funciona o processo de disputa e onde consultar o edital
A entrega dos envelopes com os documentos e a proposta inicial acontece em 14 de setembro de 2026, das 10h às 12h, e a sessão pública de disputa de valores fica marcada para 18 de setembro, ambas na sede da B3, em São Paulo. Quem preferir pode enviar a proposta digitalmente pela Plataforma de Leilões da B3. O edital completo está disponível em bit.ly/editalcentrosul e no site www.b3.com.br, onde também constam os modelos para pedidos de esclarecimento e impugnações.
A secretária de Licitações, Contratos e Parcerias, Katherine Schreiner, afirma que o edital nasceu com apoio técnico do Instituto de Planejamento e Gestão de Cidades e da própria B3, seguindo práticas já testadas em outras concessões públicas pelo país.
Impacto econômico esperado para o turismo de eventos
Quem trabalha com hotelaria e gastronomia costuma sentir na pele o efeito de um bom calendário de eventos: hóspedes ficam mais dias e gastam mais que o turista de lazer médio. Um espaço modernizado tende a atrair congressos maiores e reduzir aqueles vazios sazonais que castigam bares, restaurantes e empresas de montagem de estandes fora da alta temporada.
O secretário Juliano Richter Pires lembra que uma gestão especializada amplia a capacidade de sediar encontros nacionais e internacionais, o que movimenta cadeias inteiras: segurança, limpeza, audiovisual, receptivo turístico e até setores de tecnologia e saúde, que usam o CentroSul para eventos técnicos e científicos ao longo do ano.

