O Procon interdita Bradesco de Florianópolis nesta quinta-feira (23), fechando por 48 horas a agência da Praça XV. A medida partiu do órgão municipal de defesa do consumidor após mais de 400 reclamações registradas em 36 meses. Durante o período de interdição, a instituição fica proibida de firmar novos contratos com clientes.

Procon interdita Bradesco de Florianópolis após reclamações recorrentes
A decisão não surgiu do dia para a noite. O Procon já havia expedido 156 notificações seguidas de autos de infração, apontando cobranças indevidas, falta de informação clara aos clientes e venda de produtos financeiros sem confirmação de que o consumidor realmente concordou com o negócio. Diante da repetição dessas práticas, o órgão decidiu que medidas mais brandas não seriam suficientes.
O diretor do Procon de Florianópolis, Tiago Silva, foi direto ao comentar o caso. Segundo ele, uma instituição financeira de alcance nacional acumular centenas de queixas e seguir operando normalmente não pode ser tratado como rotina aceitável. Quando o diálogo não resolve, cabe ao órgão adotar medidas mais duras para conter os prejuízos causados aos consumidores.

O que muda para quem já tem contrato com o banco
Quem já é cliente da agência interditada não precisa se preocupar com a continuidade do atendimento. O despacho do Procon determina que o banco mantenha o suporte a esses consumidores durante o período de fechamento. A instituição também terá que apresentar um plano de ação para resolver as demandas pendentes.
Caso o Bradesco descumpra qualquer ponto da decisão, a multa diária prevista chega a R$ 1 milhão. O Procon ainda pode adotar novas providências administrativas ou judiciais, dependendo de como a agência responder às exigências. A interdição, segundo o órgão, tem caráter cautelar e preventivo, servindo para proteger os consumidores enquanto a apuração das responsabilidades segue seu curso.

