A medida sobre o Fim do pagamento embarcado em dinheiro nos ônibus de Florianópolis foi consolidada após quatro meses de adaptação no sistema de transporte público da capital catarinense. A mudança entrou em vigor em janeiro de 2026, afetou 161 linhas convencionais, reduziu atrasos nas viagens e ampliou o uso de cartão e Pix nas catracas, segundo dados da Secretaria de Infraestrutura e Manutenção da Cidade.

Fim do pagamento embarcado reduziu atrasos nas linhas
O Fim do pagamento embarcado alterou a dinâmica operacional dos ônibus urbanos de Florianópolis ao eliminar o tempo gasto com troco e conferência de valores dentro dos veículos. Dados da prefeitura apontam que algumas linhas registravam atrasos superiores a 20 minutos quando havia muitos passageiros pagando em dinheiro.
A análise considerou registros de geolocalização enviados pelo Consórcio Fênix. O levantamento comparou trajetos realizados antes e depois da retirada do dinheiro embarcado no sistema convencional.
Linha Praia Brava apresentou maior impacto operacional
A linha 266 Praia Brava entrou como principal referência no estudo por concentrar o maior número de pagamentos em espécie na capital. Em abril de 2025, o embarque em dinheiro ainda fazia parte da rotina dos passageiros.
No comparativo com abril de 2026, a operação mostrou redução no tempo médio de deslocamento. A perda operacional ligada ao pagamento físico chegava a 640 minutos por mês, segundo a Secretaria de Infraestrutura e Manutenção da Cidade.
Pagamento em dinheiro ampliava tempo de embarque
Os dados técnicos indicaram que viagens com maior número de usuários pagando em espécie ficavam mais lentas ao longo do trajeto. Em algumas operações avaliadas, até 23 passageiros utilizaram dinheiro no mesmo percurso.
Nessas situações, o atraso médio alcançou oito minutos apenas no processo de embarque. O impacto aparecia em horários de maior movimento, quando filas e retenções afetavam o fluxo nas paradas de ônibus.
Linhas turísticas registravam demora superior a 20 minutos
As linhas N-276 Balneário Canasvieiras e 360 Barra da Lagoa apareceram entre os trajetos mais afetados pelo antigo modelo de cobrança. Os dois itinerários recebem alta demanda de passageiros durante a temporada de verão em Florianópolis.
Em viagens realizadas em 2025, os atrasos ultrapassaram 20 minutos por causa do embarque com dinheiro. O cenário chamava atenção em regiões com circulação intensa de turistas e moradores em deslocamento para praias e áreas comerciais.
Pix e cartão ganharam espaço no transporte coletivo
O avanço das modalidades digitais impulsionou a migração dos usuários para sistemas eletrônicos de acesso. Hoje, cerca de 97% dos passageiros utilizam cartão para entrar nos ônibus da capital catarinense.
A prefeitura ampliou a presença da catraca Pix nos terminais e nos veículos em circulação. O cartão segue como alternativa mais utilizada porque permite integração tarifária de até três horas pagando apenas uma passagem.
Modernização busca aumentar eficiência do transporte público
A administração municipal relaciona a mudança à tentativa de tornar o transporte coletivo mais competitivo diante do uso de veículos particulares. A redução do tempo de viagem passou a ser tratada como fator ligado à qualidade de vida dos passageiros.
O secretário de Infraestrutura e Manutenção da Cidade, Rafael Hahne, afirmou que a modernização dos meios de pagamento trouxe mais agilidade operacional. O município avalia que tecnologias digitais podem ampliar a atratividade do sistema urbano e melhorar a experiência diária dos usuários.

