O álbum da Copa do Mundo de 2026 virou ferramenta de integração entre estudantes da EBM Paulo Fontes, em Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis, onde as trocas de figurinhas acontecem diariamente nos intervalos, fortalecendo vínculos sociais entre crianças e adolescentes da rede municipal.

Álbum da Copa do Mundo de 2026 movimenta os intervalos
Na EBM Paulo Fontes, o hall da escola se transforma em ponto de negociação de cromos entre os turnos matutino e vespertino. A prática é mais comum entre alunos do terceiro ao quinto ano, mas alcança os sextos e sétimos anos, e a direção da escola enxerga o movimento como algo natural que fortalece a convivência entre turmas diferentes. Nos períodos matutino e vespertino, as trocas têm horários definidos nos intervalos de cada segmento.
Histórias reais por trás das figurinhas
Miguel da Rocha, 9 anos, do quarto ano, já compra figurinhas antes mesmo de ter o álbum em mãos — e usa uma tabela de colecionador para registrar o que já possui. Ele completou o álbum da Copa de 2022 e participou da coleção da Copa América de 2024, o que revela que o hábito vai muito além de uma moda passageira. Valentina Marcílio Heeschen, 12 anos, do 7º ano, já completou a edição anterior e agora corre atrás de cromos da seleção brasileira, que segundo ela “não vem quase nada”. Para Valentina, o álbum tem um significado que vai além do futebol: “É muito legal poder mostrar que futebol não é só coisa de menino”, afirma.

O maior álbum da história das Copas
A edição de 2026 é inédita em vários sentidos: pela primeira vez, a Copa do Mundo será realizada em três países simultaneamente — Estados Unidos, México e Canadá — e contará com 48 seleções, o maior número da história da competição. O álbum acompanha essa escala: são cerca de 980 figurinhas distribuídas em 112 páginas, com jogadores, estádios, mascotes, lendas e cromos metalizados especiais. Entre os mais disputados pelos colecionadores estão Vinícius Júnior, Kylian Mbappé, Lionel Messi e Jude Bellingham.

