A Dibea de Palhoça emitiu um alerta sobre o crescimento do abandono de pitbulls no município catarinense, onde mais de 30 cães da raça aguardam adoção sob os cuidados do órgão. O problema reflete um padrão nacional ligado ao preconceito racial canino, ao despreparo dos tutores e às exigências específicas que a raça apresenta.

Por que o abandono de Pitbulls está crescendo
O abandono de pitbulls tem raízes em expectativas frustradas: muitos tutores adotam ou compram o animal atraídos pela aparência imponente, mas subestimam a necessidade de adestramento consistente e socialização desde filhote. Sem esse preparo, comportamentos naturais da raça — como alta energia e instinto protetor — podem ser mal interpretados. A falta de tempo, espaço inadequado e custos veterinários também pesam na decisão de abandono.
O estigma que condena uma raça inteira
A legislação restritiva em alguns municípios e condomínios, somada à cobertura midiática negativa, criou uma barreira cultural que dificulta tanto a permanência quanto a adoção desses animais. A Dibea de Palhoça reforçou nas redes sociais que “Pitbull também sente medo, frio e fome” — uma mensagem direta contra a desumanização desses cães. Animais leais e inteligentes, eles respondem bem ao manejo responsável, algo que nem sempre é oferecido.
Quem tiver espaço adequado e interesse em adoção responsável pode entrar em contato diretamente com a Dibea de Palhoça pelas redes sociais do órgão.

