A DIBEA intensificou o combate aos maus-tratos contra animais em Florianópolis, onde, em janeiro de 2026, foram apurados 120 Boletins de Ocorrência com apoio da Delegacia de Proteção Animal. O trabalho envolve resgate, atendimento médico-veterinário, reabilitação e adoção responsável. A atuação ocorre na Capital catarinense, com ampliação prevista a partir de março com o Hospital Veterinário Municipal Cão Orelha, no Itacorubi.

DIBEA reforça combate aos maus-tratos em Florianópolis
A DIBEA atua na averiguação de denúncias de maus-tratos registradas na Polícia Civil de Santa Catarina. Em janeiro de 2026, o órgão municipal participou da apuração de 120 ocorrências.
As equipes realizam vistorias técnicas e avaliam as condições sanitárias, nutricionais e clínicas dos animais. Cada atendimento exige exames detalhados para identificar lesões, doenças e sinais de negligência.
O fluxo inclui registro, análise veterinária e, quando necessário, recolhimento imediato do animal. A articulação com a Delegacia de Proteção Animal sustenta a base legal das ações.
Atendimento veterinário e reabilitação clínica
Após o resgate, os animais passam por triagem e exames clínicos. O protocolo envolve diagnóstico, medicação, controle de dor e acompanhamento da evolução.
Casos mais graves demandam intervenções cirúrgicas e tratamento prolongado. A estrutura municipal oferece consultas, castração gratuita e monitoramento contínuo.
A reabilitação considera o estado físico e o comportamento do animal. O objetivo é restabelecer condições de saúde e preparar para adoção responsável.

Histórias de recuperação e nova chance
Elizabeth, uma pitbull branca, foi resgatada com ferida exposta abaixo do olho causada por larvas. Após tratamento adequado, a cicatrização evoluiu e as sequelas se tornaram mínimas.
Guerreira chegou debilitada, com lesão que comprometia parte do rosto e dificultava a abertura de um dos olhos. O tratamento possibilitou a recuperação do pelo, embora o comportamento ainda revele sinais de medo.
Netuno foi encontrado em magreza extrema e quadro de debilidade. Depois de ganhar peso e estabilizar a saúde, aguarda adoção entre mais de 250 animais sob responsabilidade do município.
Adoção responsável como política pública
A adoção é apontada pela direção do órgão como medida necessária para manter o ciclo de resgates. Mais de 270 animais foram adotados no último ano após passarem por reabilitação.
O processo inclui avaliação de perfil, orientação aos adotantes e formalização do compromisso de guarda responsável. A meta é reduzir reincidência de abandono e ampliar a conscientização.
O município mantém campanhas educativas e reforça a importância de priorizar animais resgatados. Cada adoção abre espaço para acolher novos casos.
Hospital Veterinário Municipal Cão Orelha
O Hospital Veterinário Municipal Cão Orelha deve iniciar atividades a partir de março, em anexo à DIBEA, no bairro Itacorubi. A proposta amplia a capacidade de atendimento clínico e cirúrgico.
A estrutura prevê clínica geral, atendimentos de emergência e cirurgias de baixa, média e alta complexidade. Estão previstos tratamentos especializados e suporte para casos mais delicados.
Um dos diferenciais anunciados é o plantão 24 horas para animais sob responsabilidade do órgão, incluindo internados e atropelados. A medida busca dar resposta rápida a situações críticas.
Como denunciar maus-tratos
A Prefeitura orienta que denúncias sejam registradas por meio de Boletim de Ocorrência no site delegaciavirtual.sc.gov.br. O registro formal viabiliza a atuação conjunta com a Delegacia de Proteção Animal.
A denúncia deve conter informações detalhadas sobre o local e as condições observadas. Quanto mais precisa a descrição, maior a efetividade da apuração.
O enfrentamento aos maus-tratos depende da participação da comunidade. A atuação integrada entre poder público e cidadãos sustenta a política de proteção animal na Capital.


