A Polícia Civil de Santa Catarina encerrou a investigação sobre a morte do Cão Orelha e os maus-tratos ao Cão Caramelo, envolvendo adolescentes e adultos, apurados em Florianópolis em janeiro, com análise técnica extensa, atuação integrada e encaminhamento ao Judiciário.

Polícia Civil e a força-tarefa investigativa
A Polícia Civil mobilizou uma força-tarefa para esclarecer os crimes contra os cães Orelha e Caramelo. As apurações ficaram a cargo da Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei e da Delegacia de Proteção Animal, ambas na Capital.
O trabalho reuniu análise de imagens, oitivas e laudos periciais. A condução seguiu parâmetros do Estatuto da Criança e do Adolescente, respeitando ritos legais.
Detalhes técnicos e reconstrução dos fatos
O ataque ao Cão Orelha ocorreu na madrugada de 4 de janeiro, na Praia Brava, com lesão contundente na cabeça confirmada pela Polícia Científica. O animal foi socorrido por populares e morreu em clínica veterinária no dia seguinte.
A Polícia Civil examinou mais de mil horas de filmagens captadas por 14 equipamentos. Foram ouvidas 24 testemunhas e analisadas roupas usadas no momento do crime, além de dados de localização obtidos por software estrangeiro.
Desdobramentos jurídicos e medidas adotadas
Um adolescente teve pedido de internação relacionado ao caso Orelha, enquanto quatro adolescentes foram responsabilizados no caso Caramelo. Três adultos foram indiciados por coação a testemunha ligada à morte do cão comunitário.
O investigado viajou ao Exterior no mesmo dia em que surgiram suspeitas e foi abordado no retorno ao Brasil. Objetos pessoais apreendidos reforçaram contradições apresentadas em depoimento, segundo a Polícia Civil.
- Investigação conduzida pela Polícia Civil com delegacias especializadas
- Análise de imagens, laudos periciais e dados de localização
- Pedido de internação de adolescente no caso Orelha
- Responsabilização de adolescentes e indiciamento de adultos
- Encaminhamento dos autos ao Ministério Público e Judiciário


