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Escola de Oleiros de São José amplia reconhecimento cultural

Escola de Oleiros como eixo cultural de São José

A Escola de Oleiros Joaquim Antônio de Medeiros surge como espaço de formação, preservação e difusão da cerâmica tradicional. O trabalho desenvolvido conecta identidade local, memória coletiva e prática artística cotidiana. Essa atuação desperta interesse fora do município e passa a dialogar com circuitos culturais amplos.

Escola de Oleiros de São José amplia reconhecimento cultural
Escola de Oleiros de São José celebra 33 anos com reconhecimento cultural, intercâmbios internacionais, cursos gratuitos e participação em eventos nacionais, mantendo viva a tradição da cerâmica.

A inserção em agendas nacionais ocorre de maneira gradual e baseada em trajetória histórica. A instituição passa a ser vista como referência pública no ensino da olaria. Esse reconhecimento decorre da permanência de métodos tradicionais e da abertura ao diálogo contemporâneo.

Participação em eventos nacionais de arquitetura e arte

A presença na Casacor Santa Catarina marca um passo simbólico na relação entre a cerâmica tradicional e o design atual. Peças criadas por mestres e alunos ocuparam ambientes pensados para refletir identidade e autoria. O barro aparece como linguagem cultural e não apenas objeto decorativo.

A curadoria do evento favorece encontros entre arquitetos, artistas e artesãos. Essa interação reforça a leitura da cerâmica como patrimônio vivo. O nome de São José passa a circular em espaços especializados.

Visita técnica e valorização do processo criativo

A arquiteta Beatriz Tambosi visita a Escola na Ponta de Baixo durante o processo de escolha das peças. Natural de São José, ela busca compreender o contexto de produção e a história por trás de cada objeto. O gesto sinaliza respeito ao saber manual e à origem do material.

A escolha no local fortalece vínculos entre criação contemporânea e tradição. O espaço da Escola se apresenta como ambiente de aprendizado ativo. O fazer artesanal ganha visibilidade como conhecimento técnico e cultural.

Gestão cultural e política pública

A coordenação da Escola, conduzida por Tereza Bez, aponta o reconhecimento como resultado de trabalho contínuo. Cada peça reflete herança açoriana transmitida entre gerações. O espaço funciona como centro de memória e formação.

A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo mantém a instituição como política pública. O secretário Toninho da Silveira descreve a Escola como referência nacional. A atuação dialoga com patrimônio imaterial e economia criativa.

Intercâmbio internacional e pesquisa acadêmica

A participação no Simpósio de Cerâmica amplia o alcance internacional da Escola. Professores e alunos compartilham experiências com pesquisadores do Brasil e do exterior. O encontro aborda tecnologia e cultura tradicional na arte atual.

A visita da investigadora portuguesa Virgínia Fróis aproxima estudos sobre a olaria dos Açores. A troca reforça laços históricos entre territórios. Estudantes da Udesc acompanham atividades e debates.

Formação, história e exposição comemorativa

Fundada em 1992, a Escola é a primeira da América Latina dedicada ao ensino público da cerâmica. Mais de cinco mil alunos já passaram pela formação. Hoje cerca de 200 estudantes frequentam cursos gratuitos.

A Exposição de Natal segue aberta até 18 de dezembro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 20h30. O tema “Natal dos Presépios e das Árvores Natalinas” reúne obras de mestres e alunos. A sede fica na Rua Frederico Afonso, 5545, em imóvel luso-brasileiro tombado.

PONTOS-CHAVE

  • Escola fundada em 1992 com ensino público e contínuo
  • Participação na Casacor SC como marco cultural
  • Intercâmbio com artistas e pesquisadores internacionais
  • Cursos gratuitos de cerâmica tradicional
  • Exposição de Natal aberta ao público

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