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Motolâncias reforçam o atendimento de urgência em Florianópolis

Motolâncias passam a operar em Florianópolis desde 29 de dezembro, atendendo ocorrências de urgência pelo SAMU, para quem aciona o 192, em áreas urbanas congestionadas, com foco em reduzir tempo-resposta, uso racional de recursos e salvar vidas com menor custo operacional.

Motolâncias reforçam o atendimento de urgência em Florianópolis
Motolâncias reforçam o atendimento do SAMU em Florianópolis, reduzindo tempo-resposta em emergências, com uso estratégico de motocicletas, profissionais capacitados e integração à rede pública de saúde.

Motolâncias e a nova dinâmica do atendimento pré-hospitalar

Motolâncias foram integradas ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência como resposta a desafios urbanos. Trânsito intenso e acesso restrito interferem diretamente no tempo de chegada das ambulâncias. A motocicleta surge como meio técnico para antecipar cuidados essenciais.

O modelo segue experiências já testadas em outras capitais brasileiras. A proposta envolve rapidez, leitura adequada do cenário e comunicação direta com a Central de Regulação. Cada deslocamento ocorre com base em critérios técnicos.

Estrutura operacional das motolâncias em Florianópolis

As motolâncias contam com desfibrilador, materiais para contenção de sangramentos e suporte básico de vida. Os equipamentos seguem protocolos nacionais de atendimento pré-hospitalar. O objetivo central envolve estabilizar o paciente até o suporte avançado.

O investimento do Governo do Estado incluiu a entrega de 12 unidades a municípios catarinenses. Florianópolis recebeu duas, destinadas a áreas com recorrência de congestionamentos. O custo de manutenção permanece inferior ao de ambulâncias.

Profissionais capacitados e protocolos de segurança

A condução das motolâncias fica sob responsabilidade de técnicos de enfermagem treinados. Esses profissionais atuam no primeiro contato clínico com o paciente. A formação envolve atendimento emergencial e pilotagem defensiva.

Cada ocorrência segue orientação direta da Central de Regulação de Urgências. A decisão pelo envio da motolância considera tipo de chamado, localização e risco envolvido. A segurança do profissional integra o protocolo.

Integração com ambulâncias e suporte avançado

Motolâncias não substituem ambulâncias. Elas funcionam como apoio estratégico às Unidades de Suporte Básico e Avançado. O primeiro atendimento pode alterar o desfecho clínico em minutos críticos.

Após a estabilização inicial, a equipe de ambulância assume o transporte. Essa integração amplia a cobertura operacional do SAMU. A comunicação entre equipes ocorre em tempo real.

Critérios para implantação em outros municípios

Municípios interessados devem possuir ambulância USB ativa. A formalização ocorre por meio de ofício à Superintendência de Urgência e Emergência. Um estudo técnico avalia viabilidade e necessidade local.

O processo inclui análise urbana, fluxo viário e perfil das ocorrências. Nem todo território apresenta ganho operacional com motolâncias. A decisão depende de dados e planejamento.

PONTOS-CHAVE

  • Motolâncias reduzem tempo de chegada em áreas congestionadas
  • Equipamentos garantem suporte básico imediato
  • Técnicos de enfermagem realizam o primeiro atendimento
  • Integração fortalece a rede do SAMU
  • Implantação exige estudo técnico prévio

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